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CNI lança compromisso pela inovação e reforça meta de duplicar o número de empresas inovadoras

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) a proposta do segmento para impulsionar a inovação no país. O documento "Compromisso pela Inovação" contempla dez pontos e propõe a adoção de uma agenda compartilhada entre os setores público e privado.

"A indústria não pode inovar sozinha. Este movimento tem que ter a participação do governo e de instituições científicas e tecnológicas", destacou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. O documento foi construído pelos líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), a partir de experiências de empresas do Brasil e do exterior. A grande meta do setor é duplicar em quatro anos o número de empresas inovadoras.

No documento, o setor da indústria também destaca que apoiará a internacionalização das empresas brasileiras e suas atividades de P&D, com vistas a capacitá-las para competir globalmente. Para melhorar o ambiente para a promoção da inovação no país, o segmento reivindica, entretanto, o aprimoramento do marco legal e a melhor articulação entre a política de comércio exterior e a política de inovação.

O segmento solicita, ainda, maior ênfase na formação de recursos humanos qualificados em engenharia e ensino técnico e a criação de programas setoriais de inovação efetivos, que definam metas e objetivos pactuados entre o governo e o setor privado. O segmento pede, também, uma melhor infraestrutura de propriedade intelectual, compatível com os interesses atuais.

Mesmo com o anúncio de várias medidas voltadas para elevar a competitividade das empresas no país, Braga destacou que ainda é muito difícil inovar no Brasil. Segundo ele, problemas antigos, como infraestrutura precária, juros elevados e alta burocracia, vêm se arrastando ao longo dos anos e somam-se a eles dificuldades novas, como o câmbio altamente valorizado.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, destacou que o governo tem buscado melhorar o ambiente para inovar, mas a liderança do setor privado é essencial para o país avançar nesta agenda.

Já o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, lembrou que o país tem adotado medidas de defesa comercial, mas que somente isso não resolverá o crescente déficit da balança comercial dos itens manufaturados. O ponto frágil do país, na opinião dele, é a falta de competitividade da indústria brasileira.

(Texto divulgado no informativo online da ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação. Por Cynthia Ribeiro)

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